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domingo, 27 de novembro de 2011

Banana Para o Esportista


Fruta das mais apreciadas, não pode faltar na alimentação de quem pratica atividade física e quer se manter sempre saudável.
A banana é um alimento rico em carboidratos, que fornece energia ao organismo; rico em potássio, um mineral importante para o bom funcionamento dos músculos; e em vitamina B6, importantíssima para a formação de células do sangue e de substâncias para o cérebro. Além disso, é um alimento de fácil digestão. Por isso, é uma fruta de alto consumo pelos esportistas e atletas que a incluem em sua alimentação para garantir melhor desempenho muscular.
POTÁSSIO
Esta fruta é uma das fontes mais utilizadas de carboidratos para antes e após os treinos, ou até mesmo durante o exercício, por conter uma boa quantidade de carboidratos de fácil digestão.
Durante a prática de exercício físico temos perdas significativas de sódio, cloreto e potássio através da transpiração. O potássio auxilia na contração muscular e sua carência pode provocar o surgimento de cãibras, mas a falta de outros minerais, de uma hidratação correta ou de carboidrato também pode ser a causa deste sintoma. A banana, por ser rica em potássio e carboidrato, pode auxiliar a redução da cãibra quando a falta de um destes nutrientes for identificada.
Além disso, para pessoas com pressão alta, e que utilizam medicamentos diuréticos, recomenda-se o consumo de banana para reposição do potássio eliminado na urina. É imprescindível ressaltar que o potássio é um mineral importantíssimo para o funcionamento adequado dos músculos, inclusive do músculo cardíaco.
VITAMINA B6
Dentre as vitaminas presentes na banana, a vitamina B6 é que se encontra em maior quantidade e é fornecedora de vários benefícios para o esportista, pois está diretamente ligada ao metabolismo energético, principalmente nas reações que favorecem a quebra do glicogênio muscular. Com isso o organismo poupa o uso das proteínas musculares, o que é fundamental para evitar a perda de massa muscular e favorecer a sua recuperação para uma próxima seção de treino. A vitamina B6 ainda potencializa a absorção do zinco, mineral que participa dos processos de reparação dos tecidos e exerce papel no sistema imunológico.
TRIPTOFANO
A banana também contém triptofano, um nutriente envolvido na produção de serotonina, substância responsável pelo humor.
A recomendação diária de frutas em geral é de três a cinco porções e esta escolha deve ser feita com a inclusão destas nas refeições como sobremesas ou nos lanches intermediários, procurando variar o máximo possível os tipos e as cores, devido à grande variedade existente de nutrientes nos diferentes tipos. A banana é uma ótima escolha para lanches rápidos e complemento de lanche e café da manhã.

O que é ômega-3 e quais os seus benefícios


O ômega 3 é um tipo de gordura muito benéfica para o coração, cujos benefícios vem sendo pesquisados desde a década de 70, e hoje já são fatos confirmados. Ômega 3 é um tipo de gordura encontrada em peixes marinhos (salmão, arenque, bacalhau, etc.), e em menores concentrações na soja, castanha e óleo de canola. Essa gordura não é produzida pelo organismo humano portanto, deve ser fornecida através da alimentação. O consumo freqüente de alimentos ricos em ômega 3 reduzem os níveis de colesterol e triglicerídios no sangue, e também a pressão arterial. Além disso, o ômega 3 possui efeito anti-inflamatório.
Como as maiores concentrações de ômega 3 estão nos peixes marinhos, e nem sempre é possível tê-los à mesa, a indústria alimentícia está colocando no mercado produtos enriquecidos com o ômega 3, como leite longa vida, leite em pó e ovos. A tecnologia empregada para o enriquecimento do leite é adição do óleo de peixe no produto e, no caso dos ovos, o óleo de peixe é adicionado à ração que alimenta as galinhas.
Os Ácidos Graxos Ômega 3 são lipídios essenciais, que não estão presente no organismo e, por isso faz-se necessário seu consumo por outras fontes, seja de alimentação ou suplementação. As principais fontes de ômega 3 são os peixes: sardinha, cavala, atum, truta, salmão e bacalhau.Também é possível encontrar Ômega 3 nas sementes de linhaça, nozes, castanhas.
O ômega 3 também faz um papel importante ao combate da alergias e inflamações, redução da pressão arterial, diabetes , derrame, asma, alguns tipos de câncer. Alguns estudos atuais ainda mostram o ômega 3 como um ótimo agente ao sistema nervoso. Deve-se evitar fritar os peixes, eles devem ser consumidos grelhados, assados ou cozidos de preferência, para que seus nutrientes sejam mantidos o mais intacto possível. É preciso também ficar atendo a dosagens exageradas de ômega 3. Mesmo que os estudos comprovem seus benefícios, ainda não se sabe o que pode acontecer com uma pessoa que faça o uso em altas doses.
Uma das dicas para quem busca a hipertrofia muscular é ingerir gordura. Um dos erros mais comuns entre as pessoas e atletas é não ingerir gorduras, achando que vão engordar. A gordura tem forte ligação aos níveis de testosterona.
Então gorduras não engordam? Não é bem assim, estamos nos referindo a bons níveis de gorduras, tais quanto suas respectivas quantidades. Como citado, as gorduras têm ligação forte ao nível de testosterona, que é um dos principais hormônios responsáveis pelo ganho de massa muscular e queima de gordura pelo aumento de massa muscular. Além disso, a gordura participa de processos oxidativos das moléculas de gordura corpórea.
Assim como os MTC’s, por exemplo, o ômega 3, pertencente ao grupo dos EFAs pode ajudar no balanço energético da dieta também.
Porém, tudo que é demais faz mal. E o ômega 3 é um óleo com alto poder de oxidação, ou seja, pode contribuir na formação de substâncias prejudiciais ao organismo. Portanto, seu consumo deve ser associado à vitamina E, que tem função anti-oxidante, e é encontrada nos óleos de milho, de girassol, no espinafre, e em cereais integrais. O consumo de ômega 3 e vitamina E, em quantidades devidamente balanceadas, está associado a um menor risco de doenças cardiovasculares.

O que comer antes, durante e depois dos treinos?


Por: Carlos Magno e Fernando Lúcio Carvalho
Todos os praticantes de atividades físicas já se acharam nessa posição: afinal de contas, como ou qual é a melhor forma de conseguir os nutrientes necessários para suprir as reservas energéticas e ainda manter um padrão de saúde excelente? Vamos tentar enfocar, de forma resumida, como funciona uma adequada ingestão de nutrientes antes, durante e após os treinos.
Primeiramente, devemos lembrar que as informações aqui descritas são de caráter informativo, baseadas na literatura atual referente à nutrição desportiva, não tendo por intuito algum contrapor as prescrições de nutricionistas. Estratégias nutricionais que estejam visando desempenho desportivo ou similar devem ser prescritas por nutricionistas especializados para tal.
A nutrição é fundamental não só para a melhora da estética de melhorar marcas desportivas; ela vai muito mais além: é fator preponderante para a manutenção de um ótimo funcionamento orgânico. Para que esses fenômenos ocorram, a proporção entre os nutrientes deve ser equilibrada e adequada ao gasto energético diário do indivíduo. Proteínas, carboidratos, gorduras (os 03 macronutrientes), vitaminas, minerais e água devem interagir em perfeita sincronia, maximizando assim os efeitos almejados. Desequilíbrios, megadoses ou escassez de nutrientes retardam e comprometem a aquisição dos objetivos e a saúde geral. Vamos primeiro dar uma relembrada nos nutrientes:
1. Carboidratos (CHO): são as principais fontes de energia, cada grama de CHO fornece aproximadamente 4 Kcal. São responsáveis pelo fornecimento de energia para a contração muscular (glicose, que é estocada como glicogênio nos músculos e fígado), pelo suprimento de energia para o sistema nervoso central (a glicose é praticamente o único combustível que o sistema nervoso central utiliza como substrato energético) e pelo melhor aproveitamento durante a oxidação (“queima”) das gorduras estocadas no corpo;
2. Proteínas (PTN): são fundamentalmente importantes na reparação e construção dos tecidos corporais (músculos, vasos sangüíneos, pele, etc.), na formação de hormônios, coagulação sangüínea e, secundariamente, pode servir como fonte energética. Cada grama fornece aproximadamente 4 Kcal;
3. Gorduras: é o nutriente que oferece mais calorias (09 Kcal/grama). São as principais fontes de energia quando o indivíduo encontra-se em repouso. São importantes para várias funções metabólicas como: absorção das vitaminas solúveis na gordura (A, D, E e K), conversão hormonal (como no ciclo menstrual), isolamento térmico, dentre outras.
4. Vitaminas e minerais: são nutrientes que não oferecem calorias, mas são de suma-importância no metabolismo dos CHO, PTN e gorduras, no bom funcionamento orgânico e no combate contra os radicais livres, substâncias produzidas naturalmente pelo corpo e que causam danos irreversíveis nas células. Existem vários suplementos disponíveis no mercado, mas os estudos mostram que através de uma alimentação balanceada e que esteja de acordo com as necessidades do indivíduo, é possível obter a quantidade necessária (estudos afirmam que as vitaminas e os minerais são muito melhor assimilados a partir da nutrição do que através da suplementação). Os indivíduos que correm o maior risco de apresentar deficiência desses nutrientes são aqueles que consomem uma dieta pobre em calorias (abaixo de 1200 Kcal/dia).
5. Água: não fornece energia como os CHO, as PTN e as gorduras, entretanto, é através dela que ocorrem todos os fenômenos orgânicos. Sua deficiência causa uma rápida e perceptível queda na performance. Como principal constituinte do sangue, o transporte de nutrientes e produtos resultantes do metabolismo estão dependentes do grau de hidratação do indivíduo. A regulação térmica também é função da água, por isso, a hidratação (principalmente, com água) é importante.
Depois de conhecermos um pouco melhor os nutrientes vamos ao assunto principal do artigo: o que comer antes, durante e após o treino. Como foi dito anteriormente, essas estratégias nutricionais não terão efeito se o restante da alimentação diária não estiver balanceada e de acordo com as necessidades individuais, ou seja, as informações a seguir são generalizadas e não devem ser seguidas sem acompanhamento especializado. Erros relacionados à nutrição podem ocasionar riscos à saúde. Procure um nutricionista desportivo para um aconselhamento!
ANTES DO TREINO:
Para aumento da massa muscular: uma recomendação seria a oferta de uma refeição pobre em gorduras e rica em CHO 2 ou 3 horas antes do treino, evitando a frutose (açúcar das frutas – devido alguns distúrbios gastrointestinais que podem ocorrer) e garantir uma hidratação satisfatória imediatamente antes do treino (300 – 600 ml ou 1-2 copos americanos). No intuito de alcançar a diminuição do percentual de gordura corporal, alguns indivíduos adotam a estratégia de abster-se de CHO antes do treino. Teoricamente, isto pode forçar o corpo a utilizar as reservas mais profundas de gorduras armazenadas. Mas, em contrapartida, pode-se ficar sem energia (hipoglicemia), levando a uma depleção mais acelerada do glicogênio muscular, que pode comprometer a continuidade da atividade.. Além do mais, essa situação pode fazer com que o corpo venha utilizar a proteína muscular como combustível levando a perda de massa muscular (proteólise). Se o intuito for perder gordura, garanta a quantidade apropriada de calorias provindas de CHO na dieta diária total (65% a 70%, aproximadamente);
DURANTE O TREINO:
A principal função da alimentação durante o treino é preservar o glicogênio muscular, entretanto, o consumo de algum alimento/bebida está indicado para atividades que durem mais 60 minutos ou que sejam intensas e com uma duração aproximada de 45 minutos. Barra de cereais e bebidas isotônicas (Gatorade, Marathon, etc.) são opções práticas que podem ser consumidas durante a prática. Com relação à hidratação, é recomendado a ingestão de 250 ml (1 copo) de água a cada 15 minutos. Quando ocorrer o consumo de água com bebida isotônica, é sugerido a ingestão de 500 ml de isotônico por hora mais 250 ml de água a cada 30 minutos.
APÓS O TREINO:
O processo fisiológico pós-treino é a ressíntese do glicogênio muscular e a preservação da massa magra (muscular). E ainda agilizar a recuperação para o próximo treino. Quanto mais rápido o indivíduo se recupera, mais intensamente ele poderá treinar no outro dia e menos suscetível a doenças ele estará. Imediatamente após o treino (até 20 minutos), deve-se consumir CHO de alto índice glicêmico (barra de cereais, dextrose, mel, etc.). O índice glicêmico indica o quão rápido o alimento se transforma em glicose no sangue, através das oscilações (aumentos) de açúcar sangüíneo (glicose). Quando ocorre esse aumento de glicose, um hormônio também é secretado : a insulina, que facilita a absorção da glicose pelo músculo. Com isso, imediatamente após o treino, estudos mostram que a ingestão de CHO (preferencialmente em forma líquida e que contenha glicose, sacarose ou polímero de glicose), abastece as reservas de glicogênio e maximiza a degradação de gordura. Evitar a ingestão de frutas sozinhas, ou seja, sem acompanhamento nesse período, pois a frutose (açúcar das frutas) não é de assimilação tão rápida para a reposição energética. Beba 2 copos de água para cada ½ quilo perdido no treino.
Pode-se também utilizar após o treino uma bebida rica em CHO de alto índice glicêmico e PTN. Essa fórmula fará que o organismo assimile melhor os aminoácidos presentes na bebida (reparando e construindo a massa muscular) e faça a ressíntese do glicogênio perdido no treino. Essa fórmula é mais eficaz, pois a combinação CHO/PTN faz com que o corpo acione o hormônio insulina e o hormônio do crescimento (HGH). A insulina, como relatado anteriormente, facilita a passagem do aminoácidos para o interior das células, prevenindo a degradação protéica e favorecendo a construção muscular (aminoácidos são os subprodutos da digestão da PTN). Já o HGH aumenta a taxa metabólica em repouso, auxiliando com isso na degradação lipídica (gorduras).

Cogumelos para definir o corpo e prevenir doenças.


De acordo com a pesquisadora Regina Prado Furlani, da Universidade de Campinas (Unicamp), que recentemente analisou as três espécies de cogumelos mais consumidas no Brasil – Paris, shiitake e shimeji-, as atribuições e os elogios feitos a esses fungos não são à toa: eles possuem alto teor de proteínas e de fibras alimentares e baixo teor de lipídios (gordura).
Mais benefício: Estudo realizado pela Universidade de Campinas (SP) mostrou que essas espécies são boas fontes de fósforo e ácido fólico, que previne doenças cardiovasculares, câncer e mal de Alzheimer.
Arrisque-se na cozinha: “Com gosto e aroma únicos, os cogumelos podem ser utilizados em saladas ou para realçar e acrescentar sabor aos pratos”; comenta Regina.
Fonte: Revista Men´s Health n. 11